Hoje fui a um Seminário em São Paulo sobre desoneração tributária. Excelente. Pude agregar mais dados ao meu conhecimento sobre o assunto e comprovar o que já possuía.
Entretanto, algo maior me chamou a atenção. Ao final da palestra, um empresário soltou um desabafo. Contou que um parceiro chinês seu desistiu de fabricar no Brasil face à alta carga tributária do país. As contas demonstraram ao investidor que era mais vantajoso exportar para o Brasil do que produzir e exportar a partir dele. Pelas políticas que temos em nosso país quanto a isso, nada de novo. Mas ele estava desolado e bastante pessimista, se referindo à "volta ao período colonial".
Logo após o desabafo, um jornalista do Jornal "Valor Econômico" se aproximou dele e ofereceu seu cartão para marcar uma entrevista. O empresário pegou o cartão, olhou e quando ouviu a proposta do jornalista, recusou peremptoriamente. Verbalizou: "Não dá. Aí eu vou me complicar. Posso falar aqui mas fora não dá". O jornalista ainda insistiu: "Fique com o meu cartão caso mude de ideia". E o executivo retrucou "Não. Eu não vou mudar de ideia. Obrigado".
Onde está a nossa liberdade?
Para nos pouparmos fazemos críticas em círculos familiares, ou onde seremos bem recebidos, sem muitas vezes, contudo, levar o problema a quem realmente deve escutá-lo e ajudar a resolvê-lo. Pagamos um grande preço pelo nosso silêncio. Calamos a nós e a todos os inocentes, e deixamos que os tiranos tomem cada vez mais espaço.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Ela
Volta e meia lá está ela. Sorrateiramente. Chega dizendo que é para me confortar. Para me proteger. Diz que a mim só me basta. Me tira oportunidades, desmorona castelos, atrasa projetos.
Há pouco tempo atrás ela era invisível, ou tomava formas graciosas, puras, inocentes.
Hoje sei quem é. Ainda não a vejo mas a sinto. A materialidade importa a sua destruição.
E esse é um curso inalterável. Um cruel destino para ela. Um feliz começo para mim.
Há pouco tempo atrás ela era invisível, ou tomava formas graciosas, puras, inocentes.
Hoje sei quem é. Ainda não a vejo mas a sinto. A materialidade importa a sua destruição.
E esse é um curso inalterável. Um cruel destino para ela. Um feliz começo para mim.
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